A lição da Borboleta
“Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou-se ao lado do casulo e observou, por várias horas, uma borboleta que procurava sair com dificuldade do casulo esforçando-se para que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Depois de fazer esforços parou, por momentos, de fazer qualquer progresso.
Parecia que a borboleta tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
Então o homem pensou ajudar a borboleta a sair: pegou numa tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente.
Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la. Esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o seu corpo no ar. No entanto nada disto aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem foi incapaz de compreender era que o casulo apertado era necessário à borboleta. Só passando pela estreita abertura o fluído do corpo da borboleta passaria para as suas asas; só assim a borboleta estaria capacitada para voar mal saísse do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.
O sofrimento, a dor, os problemas…custam a suportar. Às vezes dão até vontade de desanimar. No entanto, e se calhar, é por causa de tudo isso que ganhamos redobradas forças para ultrapassar os nossos problemas do dia-a-dia.
Mais do que entrarmos numa vida de facilidades e de facilitismo, fazendo muitas vezes aquilo que só compete fazer a quem queremos ajudar… não estaremos a fazer o mesmo que o homem da nossa história: Queria ajudar com a tesoura… e acabou por fazer que a borboleta nunca voasse…
“Padre Julio Grangeia”
Outubro 19, 2011 at 10:59 am Fátima Fontes Publicar um comentário
Ser Feliz
(…) Gostaria que se lembrasse sempre de que ser feliz não é ter o céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar a força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
(…) Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da sua própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter a coragem de ouvir um «não». É ter a segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, ter prazer com os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para dizer «eu errei». É ter ousadia para dizer «perdoa-me». É ter sensibilidade para expressar «eu preciso de ti». É ter capacidade de dizer «eu amo-te»
(…) Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Augusto Cury - “Dez leis para ser feliz”
Agosto 5, 2011 at 9:31 am Marta (Lama) Publicar um comentário
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