Tempo da Quaresma

Fevereiro 26, 2009 at 11:45 pm 6 comentários

Estamos no tempo da Quaresma. Este tempo é organizado em seis semanas. Ele começa com a Quarta-Feira de Cinzas, passando por seis domingos e terminando na Quinta-Feira Santa. Nesse dia começa o tríduo pascal, isto é, os 3 dias em que celebramos a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Aqui reside o núcleo central da nossa fé. Na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia; na Sexta-feira Santa, a paixão e morte do Senhor; e no sábado santo, a Vigília Pascal, celebrando a Ressurreição de Jesus. É um tempo de conversão, de reflexão, de meditação, de crescimento interior, de encontro com Deus, connosco e com os irmãos.
Olhar os 40 dias que Jesus passou no deserto, antes de começar com o ensinamento público, oferece-nos esta oportunidade de renovação e fortalecimento dos nossos compromissos e o nosso empenho no Caminho.
Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude.
Quaresma é tempo do perdão. Tempo de paz. Tempo de crescimento interior.
A Quaresma pode ser considerada como o tempo mais rico de ensinamentos. Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado.
Quanto mais forem acentuadas suas particularidades, mais frutuosamente poderemos viver toda sua riqueza espiritual.

Como viver o tempo da quaresma?
Como a passar e aplicar nos dias de hoje?
Farão sentidos as tradicionais práticas deste tempo, como o jejum e a abstinência?
Qual o verdadeiro sentido?

Fátima F.

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6 Comentários Add your own

  • 1. Cátia  |  Março 3, 2009 às 2:41 pm

    O tempo de quaresma é um tempo em que devemos procurar mudar as nossas más atitudes, devemos esforçar-nos mais para ser melhores, mais amigos, mais atenciosos, mais tudo….

    Hoje em dia, devemos procurar encontrar mais tempo para dedicar á familia e a quem precisar mais da nossa atençao!

    Sentido… não sei… talvez….

    uma coisa é certa eu ando a falhar um pouco grande…. looool

  • 2. Manuel  |  Março 7, 2009 às 3:43 pm

    Mas afinal, quando se fala em jejuar, fala-se de quê?

    Procurei encontrar, nalguns textos sobre este assunto, a resposta. Devo confessar que me decepcionei com os resultados.

    Verifiquei que até nas famílias tradicionalmente Cristãs e seguidoras “convictas” da Quaresma, o real sentido do Jejum que Cristo nos transmitiu (pelo menos a mim), ficava muito a desejar.

    Em todos os comentários que eu li, não vi uma única referência a “DAR”.

    Todos jejuavam para terem mais tempo para meditar na Palavra de Deus; para pensarem naqueles que ao longo do ano nada tinham (para se sentirem solidários); que trocavam a carne pelo peixe (vá-se lá saber porquê).

    Nunca em qualquer momento o sentido de AJUDAR, DAR ou PARTILHAR foi mencionado.

    Não me parece que Cristo tenha pedido, exclusiva, meditação.

    Desde o início das comunidades cristãs, eram feitas colectas entre os Cristãos (prática que se foi perdendo) para dar aos mais necessitados.

    Este gesto de privação comunitária, para partilhar com os outros, é o verdadeiro sentido do Jejuar.

    Agora sim, podem juntar-lhes a meditação na Palavra de Deus e finalmente temos, o verdadeiro sentido da Quaresma.

    JEJUAR – DAR – MEDITAR

  • 3. Fátima Fontes  |  Março 7, 2009 às 5:06 pm

    Este tempo é mesmo para meditar, reflectir, estarmos connosco mesmo.
    Para que posemos estar bem connosco, depois sim, DAR o que temos, porque se não temos não podem DAR

    pois se neste período nos limitarmos a comer verduras e reduzir sua quantidade alimentar, talvez nós passemos a compreender que há milhares de pessoas no mundo que morrem de fome e que se saciam com as sobras que jogamos fora. Se pensarmos na carne neste sentido, sim, fazemos bem jejuar. Por fim, o pecado não esta no que entra na boca mas sim no que sai da boca.

  • 4. José Sá  |  Março 8, 2009 às 1:16 am

    Dar… para mostrar o quê? Que somos bons? Diz o Senhor: “Já receberam a sua recompensa”. É a escuta da Palavra de Cristo que nos ensina a correcta forma de dar… Sabem como? Se não sabem, é altura de lerem e reflectirem na Palavra que nos ensina a dar.
    Evidentemente que uma escuta e meditação da Palavra, não pode ficar por isso mesmo, porque isso não é verdadeiro encontro com a Palavra, isto é, com o próprio Cristo. Não podemos falar de hierarquias de prioridades. Uma não tira a outra, antes, implica-a.
    Vale a pena pensar nisto…

  • 5. Manuel  |  Março 9, 2009 às 12:16 am

    MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009

    Queridos irmãos e irmãs!

    No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum…….
    …………………….
    Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e… também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40)………….
    ………………
    Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
    …………
    Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.
    ————————————————————————

    Aqui vos deixo, partes da mensagem de Sua Santidade o Papa Bento XVI.

    Como se poderá no ler no texto, a referência ao DAR – ESMOLA, não é exclusividade minha.

    Hierarquizei as práticas penitenciais da Quaresma, propositadamente, sabendo que elas só fazem sentido se as vivermos conjuntamente.

    A minha intenção prendia-se pelo facto de não ter colhido, nos vários textos que li, nos blogs de índole cristãos, sobre a Quaresma, nenhuma referência ao “estilo de Bom Samaritano”, com excepção, claro está, para o texto de Sua Santidade Bento XVI.

    Quanto à referência do sermos bonzinhos, permita-me mas não é minha intensãi ir por esse caminho. Muito se poderia falar.

    É evidente que, só podemos dar, se de facto tivermos algo para o fazer.

    Por último, gostaria de vos dizer que, de facto, Deus nos deu duas orelhas e uma boca. Algum motivo teria, para o ter feito.

  • 6. O Alegre  |  Março 10, 2009 às 11:30 pm

    O que é Jejuar
    Penso, que jejuar é muito mais que abster-se de alimentos. O Antigo Testamento define-o como “Afligir A Alma” (Is 58:3). Desse modo, para que o jejum tenha algum valor perante Deus, é necessário que tenha um objectivo espiritual específico. Aí pode entrar o “Dar” ou seja, entregar-se a alguma causa justa e humana, perante o próximo, quer seja própria ou então inserida na comunidade religiosa.

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