Limite

Fevereiro 12, 2008 at 4:37 pm 6 comentários

“O limite é um fio, barreira invisível ou apenas um rio,

é a margem  que me faz parar,a tecnologia que põe a pensar.

O limite é o algoritmo,ou a música à procura de novo ritmo,

é uma chave encriptada,é um voo rasante e apressado de Fada.

O limite é um sorriso,nos lábios para quem o pão é preciso,

é olhar de um amor esperançado,a fitar de longe o seu amado.

O limite é o cronómetro, ou o semáforo da vida que muda ao primeiro quilómetro.

O limite é uma flor, nascer no Polo Norte, sem calor.

O limite é um espelho de cores, onde te vejo, mas não dá sabores.

O limite é um toque, que se anseia e que dá choque,

é uma chuva que cai em todo o lado, excepto na cabeça do Mago.

O meu limite é um pensamento, de olhar o mar,

e do seu fim saltar para o firmamento! ”

(Nenúfar)

E para vocês, o que é o limite?

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Ser lider de si próprio O dilema de Heinz

6 comentários Add your own

  • 1. Luis Carlos  |  Fevereiro 14, 2008 às 10:11 pm

    Limite, para min nao me diz muito…mas o meu limite é quando sou traido por um amigo, ou quando se fazem de meus amigos… Para min o mais importante são os meus amigos,alem da minha familia…por estes motivos, este é o meu limite….No meu ponto de vista o limite é que sejamos para os nossos amigos, assim como somos para nós mesmos…a nossa afeição por eles seja tal e qual à que eles têm por nos…Eis aqui o limite nos quais creio poder encerrar este comentario……..

  • 2. Manuel  |  Fevereiro 16, 2008 às 11:44 pm

    Poema fantástico. Consigo extrair em cada frase vários pensamentos, vou deambulando pelos limites da minha capacidade de descobrir.
    Só para dar uma ideia e pegando naquela frase que o limite do meu pensamento mais facilmente consiga transcrever, “O limite é uma flor, nascer no Pólo Norte, sem calor”, veio-me à ideia que essa flor nasceu sem o calor humano, fora de um mundo civilizacional, num mundo transformado em tudo e em nada. Contudo a flor foi nascer no meio natural, no calor do belo, do puro, do sadio, naquilo que a natureza pura, livre, sadia e bela, lhe ofereceu, e para Pólo Norte o limite não era o gélido, tinha acabado de receber o calor de uma flor.
    Este poema fez-me recuar alguns dias, em que eu visitava os sitos na net só para escutar, para colher e a minha partilha era só em pensamento ou em conversas esporádicas com os amigos. Servia-me sem nunca servir.
    Num belo dia, uma amiga convenceu-me, de uma maneira tão entusiasta, a ultrapassar este meu limite e a partilhar no Conviver os meus pensamentos.
    Afinal o meu limite ainda está por alcançar, está lá bem junto ao firmamento, mesmo que para isso tenha de ser empurrado.

  • 3. José Sá  |  Fevereiro 17, 2008 às 12:40 am

    Grande veia poética.
    Na maior parte das vezes temos mesmo de ser empurrados.
    Ainda bem que temos amigos que o fazem.
    Posso perguntar ao Manuel de onde é?
    Se quiser também pode fazer parte da gestão deste blogue.
    Ah…. obrigado por esta partilha.
    Pode também visitar o http://partilhar.wordpress.com

  • 4. Manuel  |  Fevereiro 18, 2008 às 1:15 pm

    Olá José Sá.
    Sou tirsense, mas estou a residir em Vizela à cerca de 11 anos.
    Na maioria das vezes, a nossa curiosidade é aguçada pela maneira envolvente com que nos falam das coisas, da vida.
    Temos uma amiga comum, que me falou do seu projecto junto dos jovens da Lama e Sequeirô e da sua paixão pela divulgação dos valores humanos através das novas tecnologias. Foi essa amiga que me “empurrou” até ao seu blogue – Conviver e Partilhar.
    Devo confessar que entrei nesse espaço com algumas reservas, já tinha visitado outros bloges, de indole religioso, e sempre me pareceram parados no tempo e pouco ligados à joventude. No seu blogue, pelo menos, respira-se a boa nova.
    A diversidade dos objectos em análise que o José nos coloca, mantem a curiosidade e apetite de o visitar com alguma frequência.
    Eu é que tenho de lhe agradecer por me permitir acrescentar novos limites aos que já possuo.

  • 5. José Sá  |  Fevereiro 18, 2008 às 7:34 pm

    Olá novamente Manuel.
    Gostaria de lhe enviar um mail. Estou curioso sobre alguns assuntos… ao comentar deve ter-se enganado ao colocar o seu mail, porque já tentei enviar e foi-me devolvido. Não precisa de o escrever aqui. Se o corrigir ao comentar, eu depois tenho acesso.
    Obrigado

  • 6. Manuel  |  Fevereiro 19, 2008 às 11:27 am

    Olá José,
    Por lapso faltou uma letra no meu endereço.
    Estarei, dentro do possivel, ao dispor para qualquer esclarecimento.
    Mais uma vez o meu agradecimento

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