Senhor, ensina-me a ouvir!.

Junho 18, 2009 at 8:43 am 6 comentários

Faço hoje a oração de muitas manhãs: Senhor, ensina-me a ouvir!…
Ensina-me a ouvir até ao fim. Críticas ou elogios; perguntas ou respostas; agradecimentos ou queixas.
Ensina-me a ouvir, como quem bebe a água de que precisa ou o remédio indispensável: avaliando, na escuta lúcida, as razões e emoções alheias; para que, depois, seja também lúcida a palavra que responde.
Ensina-me, sobretudo, a ouvir-Te – libertando-me da tentação de Te comprometer em projectos que não partilho, ou de me queixar da solidão nas minhas fugas.
Ensina-me a ouvir-Te, pois Tu não gritas, não Te atravessas na estrada, nem sequer dás nas vistas com gestos espampanantes. No entanto, a Tua discrição não é desinteresse: é presença respeitosa, que se propõe à minha liberdade!…

João Aguiar
F.F.

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O caminho. Um dia aprende …

6 comentários Add your own

  • 1. Fátima Fontes  |  Junho 18, 2009 às 1:20 pm

    Saber ouvir o suporte para o diálogo. O ouvido é o caminho do coração. Saber ouvir com atenção, interesse e respeito é uma característica importante. Muitos ouvem o que querem ouvir, não o que o outro está a tentar dizer muitos levantam seus filtros internos e sua vivência e interpretam o dizer dos outros, ainda enquanto a pessoa tenta se expressar à sua frente, ouvir é imprescindível para o seu, o meu, para o desenvolvimento e sucesso pessoal de todos, mas saber ouvir envolve humildade, a humildade de captar o que a outra pessoa está a dizer, baseado na experiência única de vida que ela – e cada um de nós – temos! E há que se ter humildade para poder entrar no universo do interlocutor. Seja receptivo ao que chega aos seus ouvidos, procure entender o que o outro fala, e também como ele se sente. Não interprete, não julgue, não coloque seus filtros internos em acção. Não procure saber as respostas, procure compreender as perguntas.

  • 2. jcsa  |  Junho 18, 2009 às 3:08 pm

    Gostei sobretudo do comentario. Saber escutar, sem preconcetos, sem pressa de dar resposta, simplesmente ouvir, é essencial e tao dificil. Pratiquemos… a partir deste momento…

  • 3. Fernanda  |  Junho 18, 2009 às 9:38 pm

    Olá admiro a sua força beijinhos.

  • 4. Maria Pereira  |  Junho 19, 2009 às 9:52 pm

    Olá eu sou uma pessoa de 63 anos e estou agora a experimentar as novas tecnologias, com as minhas filhas, genros e netos, quero que saibam que é o meu primeiro comentário. Depois de me apresentar vou fazer o meu comentário: não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca, o que quer dizer que temos que ouvir mais do que falar, ouvir é escutar, observar e só depois falar.

  • 5. Cátia  |  Junho 22, 2009 às 11:56 am

    É verdade concordo , eu concordo consigo.
    temos 2 ouvidos para ouvir, 2 olhos para observar e apenas 1 boca para falar.

    “Fala-se tanto em diálogo, em problemas de comunicação, como se dialogar fosse apenas falar o que se pensa para o outro, fosse apenas conseguir expor suas razões ou externalizar opiniões numa fala entre pessoas.

    Dialogar, às vezes, mais parece um duelo de opiniões expostas mutuamemte, num desejo de poder pelo predomínio da razão e da posse da verdade absoluta, individual e única.

    Entretanto, para que haja um contato autêntico e produtivo dentro de uma relação, falar o que se pensa e acha não é suficiente.

    O silêncio inerente ao ouvir é sábio, nestes momentos.

    Só o silêncio me permite sentir o outro e entender um pouco do que ele pensa e percebe.

    Se em qualquer relação, ouvir o outro é importante, numa relação onde a missão de educar e repassar valores são componentes fundamentais, o ouvir é condição básica para que um canal se faça e permita a construção de uma ponte eficaz para essa transmissão.

    Ouvir não deve ser confundido com passividade, nem visto como um recurso estratégico para poder realizar argumentações de caráter defensivo que só visam uma posse de poder no contato que está sendo desenvolvido.

    Ouvir, em função de um diálogo real, é resultado de uma opção consciente por parte de quem deseja compreender o que se passa com o outro, de modo solidário e sem preconceitos, visando uma resolução madura de conflitos ou um entendimento mais autêntico da situação.

    Ouvir para dialogar é uma tarefa difícil, pois envolve humildade em reconhecer as próprias falhas, em admitir a racionalidade de fundamentos que não são nossos, em estar aberto a aprender quando queríamos ensinar.

    Ouvir nosso aluno é antes de tudo estar aberto à possibilidade de lidar com fatos novos, a aprender que não existe uma única verdade e que estamos envolvidos num processo relacional do qual temos, pelo menos, parcial responsabilidade.

    Ouvir, para que haja um diálogo, é antes de tudo despir a armadura da acusação e procurar compreender o que se esconde por detrás do óbvio.”

    Elisabeth Salgado

  • 6. Emília Fontes  |  Dezembro 3, 2009 às 5:18 pm

    Amigos, lembro-me de um acontecimento que se deu uma vez na Índia. Era dia de feira e, entre as multidões, encontravam-se dois feirantes tentando vender as suas mercadorias. Um vendia bugigangas e outras coisas assim, e o outro vendia livros. O primeiro levantou a voz e começou a enaltecer o valor da sua mercadoria. Pegando num objecto, disse: “Minhas senhoras e meus senhores, neste pequeno objecto qualquer pessoa pode ver com muita fidelidade o seu semblante, bem como qualquer mancha, ruga ou imperfeição que aparecer no seu rosto. Claro, o objecto que ele queria vender era, afinal, o muito antigo e sempre útil ….. espelho …….

    O outro ouviu-o atentamente e, acto contínuo, pegou num dos seus livros e começou a falar do seu valor e utilidade. Disse: ” Tenho também eu um objecto a vender que reflecte não a cara, mas toda a sua personalidade. Enquanto o espelho que este meu amigo vende mostra apenas as imperfeições do rosto, este livro que tenho na mão revela o mais íntimo do seu ser, o mais profundo do seu coração”. Ao ouvir isto, as pessoas todas ajuntaram-se para ver este maravilhoso livro. E viram na mão do vendedor um livro com o seguinte nome impresso na sua capa – BÍBLIA SAGRADA. Afinal, o livro que o homem vendia era a Bíblia, a Palavra de Deus aos homens …….

    Abrindo as páginas, o homem leu as seguintes palavras: “A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração .. …..

    Caro amigo, a Bíblia faz tudo isto, e até faz mais. Este maravilhoso livro não só reflecte, como um espelho, a sua personalidade interior, mas também mostra-lhe o único recurso para corrigir todas as suas imperfeições. Eis a grande realidade: O Livro Divino tem este condão maravilhoso. Aí estão bem nítidos os dois aspectos da sua revelação: mostra que o homem é pecador, e como tal, destituido da comunhão com Deus, sem qualquer merecimento próprio. Mas, uma vez revelado este lado negativo da natureza do homem e a sua situação perante o Criador, anuncia também, em Cristo, o caminho da graça para a sua salvação …….

    Prezado amigo, a Bíblia é como um bom médico, que não só descobre a enfermidade que arruina o doente, mas aplica-lhe também o remédio para debelar o mal e depois receita-lhe vitaminas, por assim dizer, para levantar-lhe as forças. Ora, não é bem o papel e a tinta de um livro que faz tudo isto, mas sim as verdades que ele encerra. E esta verdade é Jesus Cristo a Quem pertence o poder de fazer todas estas transformações de que falamos. Leia a Bíblia, prezado amigo, e encontrará Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida.

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